Dicken, ex-diretor de IA da Take-Two Interactive, expressou ceticismo em relação ao uso da inteligência artificial na indústria de jogos. Em uma entrevista, ele afirmou que, se as promessas sobre a IA fossem verdadeiras, as empresas não estariam apenas discutindo o assunto.
Antes de sua passagem pela Take-Two, Dicken trabalhou como cientista de dados na Zynga e se tornou diretor de IA em 2019. Apesar de sua experiência, ele não se considera um defensor fervoroso da tecnologia. Em suas declarações, ele ecoou preocupações comuns entre críticos da IA, incluindo o CEO da Take-Two, Strauss Zelnick.
Segundo Dicken, a percepção pública é de que o uso de IA generativa pode comprometer a intenção criativa dos desenvolvedores. Ele observou que, enquanto o público ocidental tende a ser mais crítico em relação à IA, as audiências asiáticas parecem mais abertas à tecnologia.
Um ponto destacado por Dicken é que a adição de opções em jogos, como diálogos gerados por IA, nem sempre resulta em experiências melhores. Ele argumentou que mais opções não garantem um resultado mais satisfatório e que a curadoria é essencial no design de jogos.
Além disso, Dicken questiona os supostos ganhos de produtividade trazidos pela IA, sugerindo que muitos relatos sobre a eficácia da tecnologia carecem de evidências objetivas. Ele conclui que, em um cenário de corrida do ouro, as pessoas não vendem ferramentas se podem vender o próprio ouro.