A fabricação de jogos físicos para o Nintendo Switch está enfrentando um novo obstáculo. A Macronix, principal fornecedora de chips ROM usados nos cartuchos do console, anunciou que está encerrando sua parceria com a Nintendo e se retirando do mercado de memórias ROM.

Segundo o analista David Gibson, da MST Financial, a empresa taiwanesa está redirecionando seus recursos para o desenvolvimento de chips NOR e eMMC — tecnologias mais modernas e lucrativas. A venda de ROMs caiu de 26% para apenas 5% das receitas da Macronix no terceiro trimestre de 2026, com queda de 39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar do impacto, Gibson acredita que a saída da Macronix não significa o fim imediato dos jogos físicos no Switch. A Nintendo ainda tem outros fornecedores de memória, mas a escassez de chips pode elevar os custos de produção, tornando os cartuchos mais caros.

Isso pode acelerar a transição para o modelo digital. A empresa já tem políticas que favorecem versões digitais: jogos como *Yoshi e o Livro Misterioso* custam R$ 70 no físico, enquanto a versão digital está por R$ 60. Além disso, muitos lançamentos do Switch 2 usam cartões-chave que não contêm o jogo completo, apenas uma chave para baixar o conteúdo da loja digital.

Esse modelo gera preocupações com a preservação de jogos. Se a loja do Switch 2 for desativada no futuro, os jogos comprados por meio desses cartões poderão ficar inacessíveis. Embora o eShop do Wii U e do 3DS ainda funcione, novas compras já não são possíveis, o que indica que o fim dos serviços é uma questão de tempo.

Apesar disso, a Nintendo afirma que não tem planos de abandonar os jogos físicos. Bill van Zyll, vice-presidente da empresa para a América Latina, disse em outubro que a empresa segue o que o consumidor prefere e que o Switch 2 ainda suporta tanto versões digitais quanto físicas. No entanto, com o aumento dos custos e a crescente dependência de soluções digitais, o futuro do formato físico está cada vez mais incerto.

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