Um novo relatório do Wall Street Journal levanta a hipótese de que o governo dos EUA teria incentivado a Apple a fechar um acordo com a Intel para a fabricação de chips, a fim de evitar tarifas sobre importações de semicondutores.
O CEO da Apple, Tim Cook, teria se encontrado com autoridades da Casa Branca no verão passado, onde tentou convencer a administração a desistir de planos que incluíam tarifas de 100% sobre esses produtos. Como resultado, a Apple recebeu uma isenção em troca do compromisso de investir US$ 100 bilhões em esforços de fabricação nos EUA.
De acordo com o WSJ, o presidente Donald Trump e o secretário de Comércio, Howard Lutnick, também teriam "sugerido" que Cook utilizasse as fábricas da Intel para produzir alguns de seus chips. No mesmo mês, o governo dos EUA converteu US$ 9 bilhões em subsídios federais em uma participação de 10% na Intel, tornando-se o maior acionista da empresa.
Trump anunciou em junho que a Apple havia concordado em fabricar chips com a Intel nos EUA, embora nenhuma das empresas tenha confirmado oficialmente o acordo, além de um entendimento preliminar.
Fontes do WSJ afirmam que a Apple planeja que a Intel produza chips para seus laptops Mac e iPhones. O preço das ações da Intel subiu consideravelmente no último ano, quadruplicando desde que Lip-Bu Tan assumiu a liderança em março de 2025, muito devido à demanda por CPUs para servidores de IA. No entanto, o WSJ argumenta que o apoio financeiro e estratégico da administração Trump foi um fator ainda mais crucial.
Os laços entre a Intel e o governo dos EUA parecem ser bastante profundos, especialmente após anos de dificuldades financeiras da empresa. A Apple, por sua vez, está interessada em garantir capacidade de fabricação de chips para seus produtos, além da TSMC, que enfrenta limitações de capacidade devido ao aumento da demanda no setor de IA.


