Hackers estão conseguindo fazer dumps completos de jogos do Nintendo Switch 2, graças a um novo exploit que supera as limitações anteriores do sistema. O avanço se deve à combinação de técnicas de exploração e o uso de modelos de linguagem de IA para descobrir falhas no sistema.

O primeiro acesso ao console foi possível por meio de um aplicativo antigo, o SmileBASIC, que já foi removido da loja. A partir disso, foi possível executar modificações, instalar homebrew e fazer backups de saves. Agora, com um novo método, os invasores conseguiram acessar o sistema de arquivos do Switch 2 e sobrecarregar a memória, permitindo o acesso a binários abaixo do nível KIP — essencialmente, todo o software rodando no console.

Segundo informações compartilhadas por desenvolvedores no fórum GBAtemp, o exploit foi possível graças à análise de padrões complexos de memória, identificados por modelos de IA. Isso permitiu que os hackers extraíssem jogos, arquivos internos e até o firmware completo para análise em computadores pessoais.

Apesar de atualmente exigir a execução dentro de um aplicativo específico, como o SmileBASIC, há indícios de que os invasores estão tentando criar métodos que funcionem sem depender de um software específico ou mesmo de um jogo em execução. Isso tornaria o acesso mais fácil e persistente.

Embora o Nintendo Switch tenha sido explorado desde o lançamento, a empresa parecia ter fortalecido a segurança no Switch 2. No entanto, esse novo exploit mostra que as barreiras podem ser superadas, especialmente com o apoio de ferramentas de IA. A Nintendo deve lançar um patch para corrigir as vulnerabilidades em breve, mas o caminho já está aberto para emulação, reverse-engineering e pirataria em larga escala.

Com a crescente influência da inteligência artificial no desenvolvimento de exploits, especialistas alertam que proteger software contra invasões pode se tornar cada vez mais difícil — o que levanta dúvidas sobre se a Nintendo conseguirá manter o console seguro por muito tempo.