O lançamento de Halo: Campaign Evolved, uma recriação completa da campanha single-player do clássico de 2001, foi um sucesso técnico e visual. No entanto, a ausência de mapas de PvP (jogador contra jogador) decepcionou muitos fãs, especialmente aqueles na casa dos 30 anos, que têm memórias nostálgicas de jogar em LAN parties.

Segundo Rhys Elliott, da Alinea Analytics, o jogo teve uma divisão quase igual entre jogadores de Xbox (42%) e PS5 (41%). Em duas semanas, Halo: Campaign Evolved vendeu 1,2 milhão de cópias, sendo 544 mil no PlayStation, gerando uma receita de 67 milhões de dólares. Elliott considera esse desempenho "fraco" para um remake de um dos shooters mais icônicos.

Em comparação, os ports de Call of Duty: Black Ops 1 e 2 para PS5, lançados recentemente, venderam 12 milhões de cópias em apenas um mês, com Black Ops 2 liderando com 8,9 milhões. Elliott argumenta que a diferença nas vendas se deve principalmente à presença do modo PvP.

Ele observa que apenas 21,7% dos jogadores de Black Ops 2 iniciaram a campanha, indicando que a maioria comprou o jogo pelo modo multiplayer e pela nostalgia das partidas online. Essa situação contrasta com Halo: Campaign Evolved, que oferece apenas a campanha e um modo cooperativo, mas nenhum multiplayer competitivo.

A falta de PvP é um fator crucial, já que Halo é uma das franquias de console mais definidoras em termos de multiplayer. A nostalgia por partidas em tela dividida e LAN é forte entre o público que o remake buscava atingir.

Embora não se saiba se a inclusão de um modo competitivo teria fechado a lacuna de vendas em relação aos ports de Call of Duty, a falta dele deixou muitos fãs desapontados.