O diretor associado de Cyberpunk 2077, Pawel Sasko, afirmou em entrevista durante um dos eventos REDstreams da CD Projekt Red que cerca de metade da equipe de design de missões do jogo é formada por ex-modders — criadores de conteúdo da comunidade que foram contratados pela empresa.
Segundo Sasko, muitos desses profissionais começaram como jogadores que se envolveram com a criação de mods, aprendendo como o jogo funciona por dentro. Para ele, essa experiência atua como uma porta de entrada para a indústria: "É uma espécie de porta de entrada, um caminho para o desenvolvimento de jogos".
A revelação reforça uma tendência já conhecida da CD Projekt Red, que há anos valoriza e integra a comunidade de modders. A empresa já havia comentado sobre isso em 2024, mas o novo destaque surge em um momento em que o debate sobre modding, patches e emulação está mais ativo, especialmente entre fãs do Ocidente e do Japão.
Além de contratar ex-modders, a CDPR tem mantido uma parceria ativa com a comunidade, reconhecendo o trabalho dos criadores que ajudam a manter o jogo vivo. Isso se reflete nas atualizações recentes, como o suporte a plataformas cruzadas (PS5, Xbox Series X|S e Nintendo Switch 2), novos sistemas de personalização, como o modo de combate com duas armas, e até uma nova experiência de tour por Night City.
O cenário atual também é impulsionado pelo sucesso de "Edgerunners 2", lançado no Netflix com ótimas críticas, além de novos conteúdos no jogo base — incluindo itens icônicos, missões e caminhos de romance que influenciam o final da história de V.