James Ohlen, veterano da BioWare e diretor criativo de Baldur's Gate 1 e 2, se posicionou publicamente em defesa da equipe de desenvolvimento de Dragon Age: The Veilguard, após críticas severas de fãs da franquia. Em uma sequência de tuítes, ele afirmou que a maioria dos profissionais envolvidos no jogo não teve voz nas escolhas que causaram insatisfação entre os jogadores.
Segundo Ohlen, mesmo em momentos finais da existência da BioWare, ainda havia pessoas que trabalharam nos títulos amados pela comunidade — como Dragon Age: Origins, Mass Effect e Baldur's Gate 2. Ele destacou que, apesar de suas próprias críticas ao uso excessivo de mensagens políticas em entretenimento, a diversidade de visões e valores dentro da equipe é algo que merece respeito.
O comentário se tornou necessário após uma onda de ataques nas redes sociais contra os desenvolvedores de The Veilguard, especialmente por incluir um personagem não binário como companheiro recrutável. Ohlen lembrou que, em sua própria carreira, foi responsável por elementos controversos, como os Broodmothers em Origins e a opção de romance homossexual com Zevran — algo que, anos depois, teve significado pessoal ao descobrir que seu filho é gay.
Para o ex-diretor, a complexidade das pessoas — incluindo as que criam os jogos que amamos ou odiamos — não se encaixa em rótulos simples. Ele concluiu pedindo empatia e reconhecimento: "É possível ter visões que não se encaixam em nenhum lado político e ainda assim amar e respeitar quem pensa diferente".