O movimento Stop Killing Games, que surgiu em 2024 em resposta ao fechamento do jogo The Crew pela Ubisoft, tem encontrado obstáculos significativos. De acordo com a especialista em políticas de jogos, Dr. Ceila Pontin, a proposta do movimento pode ser legalmente inviável.

Pontin afirmou em uma entrevista que os direitos dos consumidores já existem, mas estão sujeitos a diferentes interpretações e legislações. Ela destacou que os termos de serviço dos jogos estabelecem um quadro que permite que as editoras encerrem o acesso aos jogos, mesmo que os jogadores tenham investido tempo e dinheiro.

A especialista também mencionou a complexidade legal que envolve a transferência de propriedade de um jogo, afirmando que a ideia de entregar um jogo aos fãs não é tão simples do ponto de vista jurídico. A discussão sobre os direitos dos consumidores no setor de games está em andamento, mas as soluções propostas pelo Stop Killing Games podem não ser viáveis.

Além disso, o movimento enfrenta resistência de editoras europeias e a Comissão Europeia, que já se manifestou contrária a algumas de suas demandas. Pontin acredita que há uma desconexão entre o que o público deseja e o que é legalmente possível, o que torna a luta do movimento ainda mais desafiadora.