Segundo Kit Ellis, ex-líder de marketing da Nintendo, a empresa está revisando sua comunicação sobre mídia física de forma estratégica, em resposta à crise de imagem gerada pela PlayStation ao anunciar o fim da produção de discos em 2028.

Ellis destacou que frases como "não temos planos de abandonar a mídia física porque sabemos o quanto os fãs gostam disso" — ditas por Bill van Zyll, atual responsável pelas operações da Nintendo na América Latina — não são improvisações, mas parte de uma mensagem padronizada e bem planejada.

Ele acredita que o posicionamento da Nintendo é uma resposta direta ao momento de fragilidade da concorrência. Enquanto a PlayStation e o Xbox lançam versões sem disco, o Switch 2 chega ao mercado em 2025 com suporte total a carregamento físico, sem opções digitais exclusivas.

Apesar disso, há controvérsias: muitos jogos do Switch 2 são vendidos em caixas com cartuchos que não contêm o jogo completo. Em vez disso, eles atuam como chaves para baixar o conteúdo digital, o que gera debate sobre o verdadeiro valor de um produto físico.

Apesar disso, dados recentes mostram que 38,5% das vendas da Nintendo ainda são físicas — um número significativo em um mercado onde a tendência é digital. Isso indica que o público brasileiro e global ainda valoriza o formato físico, especialmente em lançamentos de grandes títulos como Assassin's Creed Shadows, 007: First Light e Borderlands 4.