A Nintendo está adotando uma postura rigorosa contra a emulação de seu console Switch. Recentemente, a empresa emitiu notificações DMCA que resultaram na remoção de mais de 400 repositórios no GitHub relacionados a emuladores, como Suyu, Skyline e Yuzu.
Em 2024, a Nintendo já havia chegado a um acordo com a Tropic Haze, desenvolvedora do Yuzu, que incluiu um pagamento de US$ 2,4 milhões. Como parte do acordo, a Tropic Haze foi obrigada a interromper o desenvolvimento do emulador e remover seu código do repositório oficial. Contudo, como o software era de código aberto, outros desenvolvedores conseguiram criar uma nova versão, o Suyu.
No caso do emulador Skyline, voltado para Android, os desenvolvedores decidiram encerrar o projeto em 2023 devido à pressão da Nintendo.
A Nintendo argumenta que emuladores como Yuzu e Suyu incentivam a pirataria ao contornar suas medidas de proteção tecnológica (TPM), que são formas de criptografia incorporadas no console e nos arquivos de jogos para evitar o acesso não autorizado e a cópia de jogos do Switch.
Além disso, a empresa mencionou em sua notificação DMCA que esses emuladores utilizam cópias não autorizadas de chaves criptográficas para executar cópias não autorizadas dos jogos do Switch, o que caracteriza uma violação de seus direitos autorais.
Essas ações fazem parte de uma estratégia mais ampla da Nintendo para combater a pirataria e proteger sua propriedade intelectual, que inclui processos anteriores contra indivíduos e grupos que promovem ou distribuem jogos piratas.