Na versão para o Switch 2 de The Legend of Zelda: Ocarina of Time, a Nintendo teve uma ideia: incluir pontos de travessia rápida, inspirados em Breath of the Wild. O produtor Eiji Aonuma contou que, inicialmente, achou que seria necessário modernizar o acesso a locais do mundo de Hyrule, especialmente para quem se incomodava com os longos trechos de rolagem por campos abertos.
Porém, ao testar a feature, a equipe percebeu que o clima do jogo original — feito há quase três décadas — dependia justamente desses momentos de parada, curiosidade e descoberta. "Quando jogávamos com os pontos de warp, perdíamos aquelas pausas onde você pensava: 'Ei, o que é aquilo ali?'," disse Aonuma. "Foi então que lembramos: o coração de Ocarina of Time está nas jornadas, não nos destinos.
Apesar da proposta ter vindo do próprio Aonuma, a decisão foi tomada de forma clara: os pontos de travessia foram removidos. O jogo manterá o ritmo lento e intencional do original, com todos os desafios de locomoção que marcaram a experiência dos jogadores nos anos 90.
Além disso, a equipe destacou que o novo visual — com um estilo que lembra teatro de bonecos e filmes com efeitos práticos — foi pensado para criar uma sensação de realidade dentro do mundo fantástico, sem copiar a realidade exata. A ideia é que o jogador sinta que os personagens existem de verdade no universo de Hyrule.
O remake chega ao mercado em 5 de novembro. Segundo testes anteriores, a versão atual está sendo bem recebida por quem já jogou o original, e também por novos jogadores que nunca experimentaram o clássico de 1998.