A Nvidia está sendo investigada pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) devido a um acordo não exclusivo de US$ 20 bilhões com a Groq, empresa de chips de IA. A informação foi divulgada pelo New York Times, que cita fontes anônimas com conhecimento do caso.

O DOJ está analisando se o acordo foi organizado de maneira a contornar a fiscalização habitual de antitruste. Caso a Nvidia seja considerada culpada, a empresa pode enfrentar multas.

O acordo concede à Nvidia direitos não exclusivos sobre a tecnologia da Groq, especialmente chips de IA voltados para inferência de baixa latência. A expectativa é que o primeiro rack de IA da Nvidia com chips Groq entre em operação ainda este ano.

Fontes indicam que o DOJ já enviou uma solicitação formal à Nvidia para obter informações sobre o acordo. O caso destaca uma prática comum na indústria de IA, onde acordos são apresentados como licenças, evitando assim revisões automáticas por parte do governo.

Embora ainda não haja conclusões definitivas sobre a investigação, a situação sugere que os pedidos de senadores para que o FTC e o DOJ examinem esses tipos de negócios estão sendo levados em consideração. Os senadores afirmaram que acordos como o da Nvidia funcionam como fusões de fato, permitindo a consolidação de talentos e recursos, enquanto tentam evitar o escrutínio habitual.

Embora seja positivo que as agências reguladoras investiguem possíveis evasões, muitos acreditam que, mesmo que as penalidades sejam aplicadas, elas podem não impactar significativamente uma empresa do porte da Nvidia.