A presença da IA generativa no setor de jogos está sendo cada vez mais questionada, especialmente após a manifestação da comunidade gamer. Recentemente, cláusulas anti-IA começaram a aparecer em contratos de publicação, proibindo o uso dessas tecnologias no desenvolvimento de jogos.

O aumento da preocupação com a ética e os direitos autorais em relação ao uso de IA gerou reações negativas em títulos como Arc Raiders, 1666 Amsterdam e Clair Obscur: Expedition 33, que foram criticados por empregar ativos gerados por IA. Segundo a advogada especializada em jogos, Haley MacClean, todos os seus clientes agora possuem contratos que proíbem o uso de IA.

O ano de 2026 tem sido desafiador para desenvolvedores menores, que enfrentam críticas pelo uso de IA generativa. Enquanto alguns estúdios, como a Panache Digital Games, optaram por remover os ativos gerados por IA após pedidos de desculpas, outros defendem que essa tecnologia é essencial para equipes independentes.

MacClean observa que a opinião pública está influenciando a decisão dos editores em permitir que os desenvolvedores utilizem IA generativa. A advogada destaca que cláusulas restritivas estão sendo inseridas nos contratos devido à preocupação com a responsabilidade legal, já que a IA utiliza conteúdos e obras pré-existentes para criar novos ativos.

Se não fosse pela forte oposição dos jogadores, que têm se manifestado através de avaliações negativas em plataformas como o Steam e se recusando a comprar jogos que utilizam IA, essas mudanças contratuais poderiam não ter ocorrido. Segundo MacClean, muitos desenvolvedores estão cientes de que a comunidade rejeita a IA generativa e isso tem desencorajado os editores a aprovar projetos que a utilizam.

Essa resistência da comunidade gamer está levando a indústria a repensar o uso de IA no desenvolvimento de jogos, mostrando que a pressão dos consumidores pode realmente impactar as práticas do setor.