Com a lançamento da coleção Kingdom Hearts I~III nas plataformas PS5, Xbox Series X/S e Switch 2, o Kotaku inicia uma jornada de um ano revisando todos os títulos da franquia Kingdom Hearts. Chamada de Guiding Key, a série é um livro-club de games que vai desde o primeiro título até o lançamento previsto de Kingdom Hearts IV, em 2027.
O autor, Kenneth Shepard, conta que a franquia foi seu primeiro contato com a Square Enix — um jogo alugado para PS2, sem cartão de memória, que ele e o irmão jogaram repetidamente nos mundos de Destiny Islands e Traverse Town. Foi ali, na quinta série, que ele chorou pela primeira vez em um jogo, com a música “Simple and Clean” tocando no final. Um momento marcante que, segundo ele, mudou sua relação com o que um videogame pode provocar emocionalmente.
Apesar de ter se apaixonado pelos primeiros três jogos, a conexão com a série foi se afrouxando com o tempo. Kingdom Hearts III, embora tenha sido jogado, não conquistou o mesmo carinho. Mas, com o anúncio de uma nova era com Kingdom Hearts IV, o autor vê a oportunidade de reavaliar a franquia com olhos mais críticos — não como um meme ou uma história confusa, mas como uma obra com uma narrativa complexa, construída com intenção.
Shepard critica o hábito de rotular a trama de Kingdom Hearts como “muito complicada” apenas por usar termos como “coração”, “escuridão” e “reencarnação” sem entender o contexto. A ideia é desvendar quando e como a franquia deixou de ser apenas uma aventura de mundo em mundo com personagens de Disney e Final Fantasy para se tornar um universo com uma narrativa densa e interligada.
Entre as perguntas que guiarão o replay: onde começaram os primeiros indícios de uma história mais profunda? Quando Tetsuya Nomura decidiu expandir o universo além do crossover inicial? E como a jornada de Sora, Riku e Kairi evoluiu de uma simples curiosidade por outros mundos para um destino ligado ao equilíbrio entre luz e escuridão?
Os episódios do Guiding Key serão publicados mensalmente com análises detalhadas, com check-ins principais a cada mês. O cronograma inclui todos os jogos principais, títulos móveis, DLCs e até uma passada por Kingdom Hearts Melody of Memory.
Para o público brasileiro, o lançamento da coleção em Switch 2 é um convite direto para entrar no movimento — especialmente com o preço competitivo e a possibilidade de jogar em uma versão moderna do console.