O filme Resident Evil não precisava ser chamado assim. Paul W.S. Anderson poderia ter optado por um título como Biohazard e ainda assim proporcionaria uma experiência divertida, sem a decepção de não se parecer com o jogo que o inspirou.

Estrelado por Milla Jovovich e Michelle Rodriguez, o longa traz uma trama onde um grupo de personagens investiga The Hive, uma instalação secreta de pesquisa biológica dominada por um IA rebelde. O local, repleto de zumbis, se transforma em um cenário de tensão e ação.

Embora o filme comece com uma mansão que remete ao primeiro jogo, rapidamente abandona essa ideia em favor de um ambiente mais moderno e clínico. Os personagens icônicos da franquia, como Claire e Chris, estão ausentes, substituídos por um elenco original que não ressoa com os fãs.

Apesar das falhas em capturar a essência de Resident Evil, o filme se destaca como uma produção de zumbis divertida. As cenas de ação são bem elaboradas e as mortes, criativas, mantendo o espectador entretido.

Um aspecto positivo é a representação feminina. Jovovich e Rodriguez entregam atuações fortes, com suas personagens tendo arcos próprios, sem depender dos homens ao seu redor. O filme surpreende ao passar no Bechdel Test, apresentando diálogos entre mulheres que não giram em torno de homens.

Embora a adaptação não seja fiel ao material de origem, tem referências que agradam os fãs, como cães zumbis e sequências de ação que remetem a momentos clássicos dos jogos. A produção pode não ter seguido o caminho esperado, mas ainda assim consegue entreter.