O CEO da New Blood, Dave Oshry, afirma que o sucesso da empresa vem justamente da decisão de não seguir a lógica de grandes estúdios: fazer sequências de jogos populares para extrair todo o lucro possível.
Segundo ele, se a empresa tivesse forçado David Szymanski — criador de Dusk e Iron Lung — a desenvolver Dusk 2, o projeto de Iron Lung jamais teria saído do papel. E, com isso, o filme baseado no jogo, que arrecadou US$ 50 milhões, também não existiria.
"Se eu tivesse obrigado David a fazer Dusk 2, nunca teríamos Iron Lung. E agora David tem um filme que faturou 50 milhões. Isso mostra que há sabedoria em não encher o mercado com sequências", diz Oshry.
A New Blood, que tem como foco jogos de tiro em primeira pessoa com estilo 'boomer shooter', prefere reinvestir os lucros em projetos criativos e independentes — como Gloomwood, Fallen Aces e Tenebris Somnia — em vez de criar spin-offs ou sequências de títulos populares.
"Nós não temos investidores ou acionistas nos pressionando para fazer mais dinheiro. Isso nos dá liberdade para perguntar: o que queremos fazer agora? O que é legal? O que pode trazer felicidade para os jogadores?", explica.
Apesar disso, a empresa continua apoiando seus títulos principais. Dusk e Amid Evil recebem atualizações constantes, e há conversas sobre um novo episódio ou até uma sequência oficial. Além disso, um spin-off chamado Dungeons of Dusk está em desenvolvimento — mas por outro estúdio, não por Szymanski.
O exemplo citado por Oshry é o dos jogos da Ubisoft, como Heroes of Might and Magic, que foram diluídos ao longo dos anos. Ele compara isso ao que aconteceu com o jogo Wolverine, que, segundo ele, foi transformado em algo que não era originalmente planejado por causa de pressões corporativas.
"Na New Blood, não lançamos jogos porque tivemos que cumprir prazos ou atender a investidores. Nós fazemos o que queremos — e o que acreditamos ser o melhor para os jogadores", conclui.