A Sony anunciou que deixará de produzir discos físicos de jogos até 2028, o que gerou discussões sobre o futuro dos consoles. Segundo Daniel Ahmad, analista do mercado de videogames, essa transição é semelhante à remoção de drives de CD nos laptops da Apple, uma mudança que inicialmente gerou reclamações, mas que hoje é amplamente aceita.
Ahmad observou que, embora houvesse resistência no início, atualmente quase ninguém se queixa da ausência de discos. Ele ressalta que a maioria das vendas de jogos, tanto na PlayStation quanto no Xbox, já é digital, indicando que o ecossistema dos consoles está quase totalmente digitalizado.
Além disso, o analista acredita que essa mudança não é apenas uma tendência de mercado, mas uma estratégia da Sony para aumentar sua receita por usuário, já que a empresa lucra mais com vendas digitais em sua plataforma fechada do que com vendas físicas.
Com o aumento dos preços dos consoles, a Sony busca maneiras de atender a gamers dispostos a gastar mais, mesmo que isso signifique afastar os jogadores que preferem jogos físicos. Ahmad também destacou que a conversa sobre direitos do consumidor e o que uma licença deve permitir precisa ser aprofundada, abordando questões como compartilhamento familiar e reembolsos.
Embora a transição para o digital tenha suas vantagens, muitos ainda se lembram da frustração ao abrir uma caixa de jogo e encontrar apenas um código de download. A expectativa é que essa mudança continue a moldar o futuro dos jogos, levantando questões sobre a propriedade e o acesso ao conteúdo digital.


