O Nintendo Switch 2 foi jailbreakado pela primeira vez, segundo informações divulgadas por Centro Leaks e confirmadas por WCCF Tech. O acesso foi possível graças a um exploit de userland descoberto em julho, que permitiu executar código externo em um aplicativo específico.

O novo método, que teria sido desenvolvido com ajuda do OpenAI Codex, exige que um jogo compatível com o Switch 1 seja executado a cada vez que o console for ligado — uma solução tethered, ou seja, não permanente. Isso torna o processo inviável para a maioria dos usuários comuns, mas representa um grande avanço para a comunidade de modding.

Um vídeo compartilhado por um suposto desenvolvedor mostra personagens como Peter Griffin e Hatsune Miku modificados em Mario Kart World, evidenciando o potencial de personalização. Ainda assim, o foco principal do exploit está em permitir o uso de homebrew, o que abre espaço para instalação de ROMs de jogos oficiais — ou seja, pirataria.

Nintendo já está ciente do problema. A empresa identificou o jogo específico usado no exploit e pode removê-lo do catálogo digital a qualquer momento. O incidente reforça o risco crescente de vulnerabilidades em sistemas fechados, especialmente com o uso acelerado de inteligência artificial para explorar falhas no código.

Embora o Switch 1 tenha sido comprometido logo após o lançamento, isso aconteceu por meio de métodos de hardware que não puderam ser corrigidos com atualizações. O caso atual é diferente: o exploit é de software, o que significa que a Nintendo pode combater a falha com patches futuros.

Apesar de ainda estar longe de ser uma solução prática para o público geral, o jailbreak representa o primeiro grande golpe na segurança do Switch 2. Ainda assim, a empresa tem mostrado rigor na repressão a pirataria, como visto com o banimento de usuários que usavam ROMs em consoles antigos.