Segundo um relatório do site francês Origami, divulgado por meio de tradução automática, o desenvolvimento de Beyond Good & Evil 2 teria consumido cerca de três anos com um foco inicial em um modelo de serviço vivo, inspirado em títulos como Fortnite e Destiny.

O projeto original previa um jogo altamente multiplayer, com criação de personagens personalizados, missões geradas dinamicamente e sessões em grupo matcheada de forma orgânica. No entanto, ao longo do tempo, a direção criativa mudou várias vezes — passando por um formato mais aberto, depois para ação em equipe com quatro jogadores e, finalmente, para uma abordagem em dupla com co-op opcional.

Atualmente, o jogo está sendo desenvolvido como uma experiência principal em single-player, com combate semelhante ao de Marvel's Spider-Man, sem necessidade de internet constante, mas mantendo a opção de jogar com um amigo. Ainda assim, o título permanece em fase de pré-produção — algo que, segundo o relatório, é parte de um padrão histórico no projeto.

Desde o anúncio inicial há mais de 18 anos, o jogo nunca teve um lançamento oficial. A equipe continua ajustando a visão criativa, com metas internas sendo constantemente redefinidas, o que torna difícil traçar um caminho claro para o desenvolvimento.

Esse cenário lembra o caso de Dragon Age: The Veilguard, que também oscilou entre modelo multiplayer e single-player, resultando em um produto final percebido como confuso. Ainda assim, a Ubisoft afirma que o jogo existe — e, segundo fontes, o escritor da DLC de Assassin's Creed Shadows está trabalhando nele.

Com a nova reestruturação da empresa, há esperança de que o projeto ganhe uma direção mais clara. No entanto, o caso de Skull & Bones, que saiu do desenvolvimento após anos de incertezas, serve como um alerta sobre os riscos de projetos que não conseguem definir seu rumo.