Uma proposta milionária entre Xbox e Netflix teria desandado por causa de uma valorização excessiva dos direitos de adaptação de jogos. Segundo informações de fontes do setor, a nova CEO do Xbox, Asha Sharma, teria negociado com o executivo da Netflix Peter Rice um acordo de exclusividade por sete anos, com valor inicial de US$ 500 milhões — uma quantia considerada atrativa.
Contudo, segundo relatos do Puck News, Sharma teria elevado a oferta para US$ 800 milhões, algo que teria feito a Netflix recusar a parceria. A empresa afirmou que ainda considera a Netflix um parceiro valioso, especialmente após o sucesso de séries como a animada Minecraft e a série Diablo, que estão em produção.
Diante do impasse, o Xbox está agora buscando acordos menores e menos abrangentes com diversos estúdios, em vez de depender de uma única parceria exclusiva. Essa mudança pode estar ligada ao surgimento da nova área interna chamada "XP", voltada para desenvolvimento de propriedades transmedia, que ainda não foi confirmada como resposta direta ao fracasso do negócio.
Enquanto o mercado de jogos enfrenta dificuldades, especialmente no segmento de desenvolvimento, adaptações de games para TV e cinema têm se mostrado uma saída valiosa. Séries como The Last of Us (HBO) e filmes como Super Mario (Illumination) geraram grande repercussão, muitas vezes trazendo novos fãs de volta aos jogos originais.
Apesar do sucesso de produções como Minecraft (Warner Bros.) e Fallout (Amazon), o Xbox ainda enfrenta desafios. A série Halo, produzida pela Paramount, não conseguiu reter o mesmo impacto que outras adaptações, mesmo sendo um dos pilares da marca.
Com uma biblioteca enorme de IPs — de Doom a Call of Duty, passando por Space Quest e Elder Scrolls — o Xbox tem muito a explorar. Mas, como mostra o mercado, não há garantia de sucesso. Netflix já desenvolveu séries baseadas em Cyberpunk, League of Legends e The Witcher, e tem direitos para o live-action de Zelda no próximo ano.