Yoko Taro, o criador de Nier e Drakengard, afirmou que já realizou seus sonhos de carreira, mas continua ativo no desenvolvimento de jogos não por necessidade, mas por convicção pessoal. Em entrevista no Tokyo French Institute, o diretor revelou que com Drakengard, seu primeiro projeto como diretor, teve liberdade para criar exatamente como imaginava.

"Com Drakengard, o primeiro jogo no qual tive a oportunidade de dirigir, consegui fazer quase tudo do jeito que queria", disse Taro. Para ele, o sonho de qualquer fã de games é ver um título que sempre quis criar chegar ao mundo — e esse objetivo já foi alcançado.

Apesar disso, ele ainda trabalha. Segundo ele, o dinheiro não é o único motivador, mas há um propósito mais profundo: manter a mente ativa. "Isso é bom para prevenir demência", brincou, em tom característico de seu humor irônico.

Embora o comentário possa ser uma piada, ele reflete uma preocupação real com o bem-estar mental. Taro também mencionou o medo de ser superado por uma nova geração de desenvolvedores, muitos deles usando IA, e afirmou que se sente como um artesão tentando preencher lacunas que os pioneiros já preencheram.

"Gosto muito de jogos como Ico e Ikaruga, mas quando os jogo, sinto que já estão perfeitos. Então penso: 'Não preciso fazer algo nesse estilo'. Não é inveja, é a sensação de que o espaço já foi ocupado. Por isso, minhas histórias são cruas, cheias de coisas ruins — porque os belos já foram explorados".