O que parecia ser um erro técnico no lançamento de God of War: Ragnarok agora se tornou uma estratégia clara: a edição coletor de God of War: Laufey não inclui o jogo, nem código de download. Segundo a Sony, essa é uma escolha deliberada, diferente do imprevisto que marcou o lançamento do título anterior, quando o código de acesso foi omitido por engano.
A caixa coletora, já disponível no catálogo da PlayStation Store na Espanha e anunciada para o Reino Unido por £130 (cerca de R$ 720), traz uma estátua em resina de Faye com luzes azuis e fita roxa, um baralho de 51 cartas com ilustrações exclusivas baseadas em sua jornada, e um mini-livro de arte. No entanto, o jogo ainda precisa ser comprado separadamente — por cerca de R$ 300 no Brasil, segundo o preço do PS5 na região.
Com um valor estimado em torno de R$ 550 para o pacote, a ausência do jogo gera críticas. Ainda que o custo dos itens extras seja baixo — provavelmente não ultrapassando R$ 200 em produção —, a decisão de não incluí-lo é vista como uma tentativa de maximizar lucros, especialmente em um título exclusivo do PS5, onde não há necessidade de versões múltiplas.
O caso se torna ainda mais controverso quando lembramos do ocorrido com Ragnarok, em 2023, quando duas edições especiais foram lançadas com caixas metálicas vazias e códigos que não funcionavam. Naquele momento, a Sony corrigiu o erro com reembolsos e códigos válidos. Agora, três anos depois, a empresa parece ter assumido a prática — e a mantido.
Enquanto a edição de GTA 6 por US$ 400 também não inclui o jogo, o caso de Laufey é mais estranho: o título tem versão física, e o público espera um pacote completo. Ainda assim, a Sony opta por vender apenas os extras, como se o jogo fosse um produto separado.
É um movimento que gera indignação entre fãs e jornalistas. Como disse o autor do artigo original, John Walker: "Não vou permitir que isso se torne normal. Não importa quantas vezes aconteça, é completamente absurdo."